Nos mercados financeiros, existem vários termos para descrever o humor dos investidores. As expressões "bear market" (mercado de baixa) e "bull market" (mercado de alta), muito usadas no mercado de criptomoedas, estão entre as primeiras que qualquer iniciante encontra. O que é um bear market? O que é um bull market? Vamos explicar essas questões em detalhe no restante do artigo.
O que é um bull market?
Quando os preços dos ativos se movem para cima, dizemos que o mercado está "bullish". Um bull market pode ser entendido como uma tendência de alta nos preços. Nesses períodos, o crescimento econômico já começou e a valorização acontece rápido.
O bull market é um mercado em que a confiança do investidor nas criptomoedas aumenta. As expectativas para o futuro são otimistas, e as pessoas ampliam seus investimentos assumindo mais risco. Comportamentos típicos do investidor em um bull market são investir no longo prazo, buscar ativos com preço baixo e diversificar a carteira. Um exemplo histórico é o crescimento acelerado da economia americana depois da Segunda Guerra Mundial.
O que é um bear market?
As situações em que o mercado se contrai e o investidor fica pessimista costumam ser descritas como "bearish". O urso virou metáfora pela forma como ataca sua presa, de cima para baixo, e por isso o termo se consolidou no mercado. Em um bear market, as expectativas sobre o futuro são pessimistas e a tendência de queda se prolonga por bastante tempo. A característica principal do bear market são as fortes quedas nos preços dos ativos. As recessões econômicas fazem com que menos investidores operem no mercado e reforçam o pessimismo. Ainda assim, analistas apontam que, com a análise certa e acompanhamento constante, o bear market também pode representar uma oportunidade de compra.
Quanto tempo dura um bear market e um bull market?
Quem opera no mercado de criptomoedas precisa fazer sua análise corretamente e conduzir os investimentos com cautela, tanto no bear quanto no bull market. Quanto tempo cada ciclo vai durar depende da estrutura do próprio mercado.
O que fazer em um bear market?
O bear market é aquele em que os vendedores dominam e empurram os preços para baixo. Os preços caminham dentro da tendência de queda, e os compradores (os "bulls") não conseguem dar continuidade às altas pontuais. Em outras palavras, o movimento de alta não se sustenta, e o ativo segue se precificando dentro da tendência de baixa sem quebrar esse desenho. Então, o que deve fazer o investidor que quer proteger suas criptomoedas em um bear market?
Investir em um bear market é duas vezes mais difícil do que em um bull market. Olhando para as referências do passado, o investidor facilmente acredita que a tendência virou a cada alta momentânea. Só que, na prática, é bem mais difícil que o mercado realmente aponte para cima. É por isso que os vendedores estabelecem uma dominância mais forte. O investidor que se convence cedo demais executa suas operações em um mercado dominado pela venda e, muitas vezes, acaba assinando embaixo de uma longa espera.
Vale a pena trabalhar com análise técnica em um bear market: use os pontos corretos para traçar sua linha de tendência ou canal e delimite bem a região onde a queda começa. Se os preços estiverem dentro de um canal, você pode montar sua área de operação apoiando-se no suporte e na resistência desse canal. Nesses casos, os preços se movem dentro de uma banda determinada. Podemos chamar esse trecho de a queda de braço entre touros e ursos. A dominância vendedora nas resistências e a compradora nos suportes ficam bem claras. O trader, por sua vez, tenta extrair o máximo dessa área.
Além de aproveitar essas áreas de negociação, o investidor pode encarar o bear market de duas outras formas. A primeira é o método de reduzir o preço médio comprando em níveis mais baixos conforme o mercado recua. É o caminho seguido principalmente por quem compra acreditando que os preços vão subir, ou por quem faz "hodl". O outro método é o do investidor que já está com a posição no lucro. Nesse caso, ele fecha a posição lucrativa disposto a recomprar em um patamar mais baixo. Assim, compra de novo na correção e ainda consegue aproveitar tranquilamente a área de negociação formada no meio do caminho. Nos dois casos, o investidor consegue se proteger.
